Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Mulher, de 15 a 19 anos, Cinema e vídeo, Livros
MSN - thaisinha_rj@hotmail.com



Histórico
 24/07/2005 a 30/07/2005
 10/07/2005 a 16/07/2005
 12/06/2005 a 18/06/2005
 24/04/2005 a 30/04/2005
 10/04/2005 a 16/04/2005
 03/04/2005 a 09/04/2005
 13/03/2005 a 19/03/2005
 06/03/2005 a 12/03/2005
 13/02/2005 a 19/02/2005
 06/02/2005 a 12/02/2005
 23/01/2005 a 29/01/2005


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Acrópole de Delfos
 Santuário
 Devaneios Gratuitos


Quarto dos Fundos
 

Encontrei este desabafo pelos meus arquivos... Achei interessante, gosto de reler momentos antigos, quando posso manifestar uma opinião sem estar emocionalmente envolvida.  O texto é breve e muito pessoal, mas quero tê-lo aqui, não me perguntem o por que. Talvez eu continue a pensar do mesmo jeito, ou ainda não tenha obtido as respostas que esperava. 

"Impotência. Sentimento angustiante - talvez o mais perverso de todos - que mostra a minha insignificância  diante do mundo. Nunca soube, não sei e jamais saberei lidar com ele. Tudo o que posso dizer é que no momento ele me aflige. Tenho que me acostumar com o caráter cruel da vida, regida por uma força sinistra, que insiste em nos fazer sofrer.

Qual é o propósito de sermos socados em um planeta, nos proliferarmos, e não conseguirmos nem ao menos viver dignamente?

 

Essa realidade acaba de se pronunciar, da forma mais impactante possível. Ela não escolheu atacar-me, mas sim, ao objeto de meu amor. E eu, obrigada a apenas assistir ao espetáculo, tento, de todas as formas, impedir que meu amor sucumba.

A idéia de que aquele que me completa, o ser mais valioso de que disponho, se deixará levar pelo impiedoso destino, me dilacera até a alma.

 

 Recuso-me a ver valor em tudo isso! Não posso achar mais nada de estimulante, nem quero superar-me! Só me resta recorrer ao tempo, para que este passe. Dizem que ele soluciona as mágoas, talvez ele esqueça, mas de certo não apaga... "

 

  

 

 



Escrito por Thaís às 01h21
[] [envie esta mensagem]



Atire a primeira pedra

Márcia tem 21 anos. Carioca, classe média, mora no Méier e estuda direito na UERJ. A viagem que faz todos os dias até o Maracanã é tranquila, sem muitos transtornos. A verdade é que Márcia se considera uma privilegiada. Sua família não possui muita grana, mas ela mora em casa própria, longe de qualquer favela e tem uma vida bem confortável: tv a cabo, carro do pai nos fins de semana, casa de praia em Araruama e outras regalias...

Sendo uma das melhores alunas da faculdade, conseguiu um estágio em um excelente escritório de advocacia, resultado: fatura R$ 900 por mês. Todas essas circunstâncias fazem Márcia acreditar que sua chance de subir um patamar da classe social a que pertence é agora. Convicta de que não haverá outra chance, ela se agarra com unhas e dentes aos seus ideais. Por isso, há uma semana tomou uma decisão irrevogável sobre o acidente que lhe aconteceu.

Há dois anos que Márcia namora o Flávio. Carinha simpático, inteligente e romântico. Ele alia a amizade a uma paixão incontrolável e a consequência disto é que são ótimos amantes. Depois de alguns meses, dispensaram a camisinha e por isso ela começou a tomar anticoncepcional. Acontece que, nos últimos meses, ela se descuidou. Sabe como é, esqueceu uma pílula e outra, começou a ter efeitos colaterais, como aumento de peso, enjoo, inchaço das mamas, e decidiu dar um tempo na medicação. Só que, depois de anos sem usar camisinha, a disciplina não é mesma. Os dois "esqueciam" uma vez ou outra e, para a aflição de Márcia, transaram várias vezes sem o preventivo. O resultado foi um mês de menstruação atrasada e a confirmação da gravidez.

Após dias de culpas e tormentos mentais, se sentindo irresponsável, burra. Ciente de que não foi por falta de conhecimento, educação e qualquer outro ponto que deporia a seu favor, Márcia desabou. Tendo a certeza de que um filho agora estragaria a sua vida, ela não pensou duas vezes. Seus pais depositaram todos os sonhos e esperanças nela. Ela precisou de dois anos para estar na UERJ. O futuro que a esperava era glorioso e uma irresponsabilidade não iria jamais estragar seus planos de vida. Ela queria filhos sim, era o que mais desejava, três meninas lindas e sapecas a correr pela casa. Mas não agora, não assim, não sem ela e Flávio, certamente o pai de seus filhos, poderem pagar por isso.

Márcia saiu de casa de manhã, entrou  numa clínica clandestina. Pagou R$ 2000. Tinha economizado para as férias, em Floripa. Mas antes ficar sem férias do que ficar sem vida. Tudo acabado, ela nem sentiu, e Márcia voltou para casa. Seus pais a esperavam para Jantar, queriam saber como é que foi o dia, como estava a amiga doente que ela fora visitar. Ela os tranquilizou e garantiu que agora tudo ficaria bem. Seus pais comentaram que, pela primeira vez, em dois meses, ela parecia realmente feliz.



Escrito por Thaís às 00h49
[] [envie esta mensagem]



 

Estou devendo um post, mas, há tanto o que dizer, que minha mente resolveu degustar todas as informações antes. E ela não costuma ser rápida.



Escrito por Thaís às 18h01
[] [envie esta mensagem]



Carta à humanidade

Por que ninguém me contou? Como pode ser que todos aqueles, que um dia pensei que tivessem um coração, tenham me enganado, e depois, tido a coragem de afirmar que tudo era para o meu próprio bem?  Quando todos vão entender que criar um mundo de falsas verdades e ilusões hipócritas sobre o pretexto de não magoar aqueles que acabam de chegar, só adiará o fim que espera por todos nós?

Aquele que não conhece a felicidade não pode odiar a tristeza! Se nascêssemos sem conhecer as utopias estúpidas que nos fazer crer como verdade, não morreríamos de amargura depois. Isto é fato.  Então, me respondam, por que é que todos vocês insistem em criar mentiras??? Quando se descobre a verdade, os anos de tolice e ilusão que alimentaram sonhos impossíveis, só nos resta a ira ou a dor. E eu escolho a primeira! Agora me sinto no direito de exigir a vida que disseram que eu tinha, e quem é que irá me devolvê-la? E se ninguém me devolvê-la? Posso eu destruir esta realidade que não reconheço como minha? Eu afirmo que sim, e ninguém terá o direito de me condenar, são todos coniventes...

E depois que eu tentar destruir tudo, sem nenhuma dó, pois já não me reconheço como parte deste todo, o que vocês farão para eliminar a mim, a maçã podre que pretende contaminar e destruir todos os cenários que vocês criaram? Agora, aquilo que fiz, e que vocês denominaram crime, será usado para me eliminar. E ninguém dirá que foi um crime. "Foi necessário", é o que afirmarão a cada desconfiança daqueles que ainda estão sob o efeito criado mundinho por vocês.  

Tolos! Podem ter se livrado de mim, mas o mesmo erro está sendo cometido com seus filhos, netos, bisnetos... E quando cada um deles sair do transe em que vivem, pois até lá o mundo não estará mais sequer habitável, irão pulverizar todos aqueles que um dia os fizeram acreditar que há bondade entre os homens: vocês.

 E aí, será tarde demais....

 



Escrito por Thaís às 15h23
[] [envie esta mensagem]



No final do túnel, o breu

Hoje estou melancólica. Não no que diz respeito a minha vida, mas aos inúmeros baldes d'água fria que tenho levado. Minha aura otimista e meu jeito de crer que há solução para esse mundo injusto e cruel estão sendo derrubadas. Coincidentemente, tenho lido e visto muitos filmes/documentários que retratam a violência urbana do Rio, e os problemas do tráfico e da exclusão social. Não tenho como negar, que a constatação dos por menores do sistema social atual me deixa lúcida o suficiente para não encontrar solução.

Como mudar um  regime consolidado, que utiliza a repressão como base para a manutenção da miséria e de uma população resignada? Como impedir que alguém que cresça numa atmosfera de violência, crueldade e injustiça não desenvolva  a indiferença aos demais como base de seus valores?

Pois eu não vejo como.   E sei que esta desilusão não pode me estagnar. Precido continuar fazendo o mínimo que tenho ao alcance de minhas mãos. Mas, sem esperança é muito difícil. O pior de tudo é que eu vejo o quanto as pessoas são indiferentes. O ambiente intelectualóide e elitizado da PUC me provoca repulsa quando se trata de discutir qualquer problema no âmbito social. Eles possuem a mente tão fechada, tão afastada do "mundo real", que me enoja de vez em quando. Aí me bloqueio e vejo que aqueles que teriam as condições necessárias para criar mecanismos de ajuda JAMAIS o farão!

Nada me resta. Estou chocada. Não sei como demorei tanto tempo para perceber....

PERFEIÇÃO*

Renato Russo

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar o nosso governo
E nosso estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatus
Perséphone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
E os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
E o voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
Todos os impostos, queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo e nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afetação
Todo o roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o hino nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror de tudo isso
Com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
JÁ aqui também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou essa canção


 

* Devido ao meu estado de espírito, retirei o final esperançoso da letra de Renato. Não cabia a este post.



Escrito por Thaís às 19h12
[] [envie esta mensagem]



Minha vez de opinar

O mundo inteiro discutiu a morte do papa João Paulo II nessa última semana, de forma exaustiva e polêmica. Acusado de conservador e, ao mesmo tempo, considerado santo. O fato é que diante de tantas informações da mídia, dos meu colegas jornalistas e da minha própria universidade (PUC), eu preferi emitir opinião só agora.

Acredito que o Pontífice que nos deixou deve ser visto de 2 parâmetros muito diferentes. De um lado, ele era o maior representante da Igreja Católica, uma instituição conservadora e rígida, que esteve sempre atrás do seu tempo e já cometeu inúmeras barbáries em nome de sua fé e de seu poder. Do outro, ele iniciu o seu papado em uma época de modificações bruscas na defesa da autonomia do indivíduo. Questões como a sexualidade, a liberdade de expressão, o desenvolvimento da tecnologia de comunicação e de mídia, o crescimento da luta pelos direitos de grupos excluídos socialmente, como os homeossexuais etc.

 O João Paulo II que representou a Igreja foi sim, não se pode negar, um inovador dentro dos padrões da instituição da Igreja. Só por ter descentralizado o poder papal das mãos italianas já representou muito. Além disso, defendeu democracias, não só falando, mas indo até os lugares mais improváveis dentro da lógica do conservadorismo católico. Encontrou-se com líderes religiosos diversos, o que desmontou um pouco da visão anti-democrática da sua propria religião. Chegou ao "3º Mundo". Pensem que além de o Papa sair da esfera Italiana, ele percorreu países subdedenvolvidos, que são o oposto do luxo e riqueza ostentados pelo Vaticano. E Karol (perdoem-me a intimidade) soube usar a mídia da forma que se espera de um Papa.

Estes argumentos aliviam um bocado a "barra" do nosso ex-pontífice, se percebermos em que contextos ele atuou e quais eram as tradições mantidas pela Igreja, tradições estas que ele flexibilizou.

Mas, é claro, que se tratando dos séculos XX e XXI, tudo aquilo que foi descrito acima continua soando extremamente pequeno, perto dos paradigmas que a Igreja Católica ainda insiste em manter. Eu concordo que a postura dela ainda é inaceitável. Continuar a negar a importância dos contraceptivos, da camisinha, do divórcio, da aceitação do homosexual em nossa sociedade (algo que já não tem mais volta), das pesquisas genéticas - fora a tentativa de intervir nas decisões de um estado laico sobre temas como o aborto e a eutanásia - condenam sem perdão o papel que esta instituição transfere a si própria.

João Paulo II foi inovador dentro do antiquado sistema em que ele estava, porém as mudanças que fez trazem pouco, ou nenhum, impacto real para quem vive no mundo atual, no aqui e agora do século XXI. E o mesmo vai acontecer com seu sucessor. Por isso, é inútil um julgamento de conduta do papa em si, pois ele está implicito nos princípios arcaicos da Igreja, e esta, se não mudou até agora, é porque não irá mudar.



Escrito por Thaís às 21h44
[] [envie esta mensagem]



Salvem os motoristas

Quando escrevi o post abaixo, sobre a sensação de que Murphy me acompanhava, tinha como embasamento fatos inusitados e extremamente caracterizados pela falta de sorte, que vinham me acontecendo com uma constância assutadora e suspeita. Alguns destes fatos mais recorrentes foram os diversos tipos de problemas com o transporte público de maior uso no Rio de Janeiro: o ônibus.

Ônibus lotado, enguiçado e andando em uma velocidade abaixo da normal no horário de rush; passageiros barraqueiros; discussões entre trocadores e passageiros e todo o tipo de problema. Como essa maré de azar vem me acontecendo desde antes o carnaval, e persiste ainda hoje, devo acreditar que possuo uma boa bagagem sobre estas situações. Isto me atentou para um fato curioso, e diante dele não posso calar-me. Qualquer problema, de qualquer espécie, que ocorra dentro de um ônibus, remete-se (para os passageiros do veículo) em um único culpado: o motorista.

O "piloto" como é chamado dentre aqueles que o abordam, sempre leva a culpa! Se a mulher passa mal dentro de um micro-ônibus lotado, em direção à praia de Cabo-Frio, acredite se quiser, a culpa é do condutor porque ele não tem um cartão telefônico para ligar para o Corpo de Bombeiros. Se o tal ônibus quebra no meio da viagem então.... os motoristas, tanto do veículo parado quanto do próximo, que será disputado pelos passageiros, devem se manter isolados dos furiosos usuários do tranporte público.

Esses são apenas poucos des vários exemplos que pude presenciar. O fato é que tudo que ocorre de ruim dentro de um ônibus é julgado culpa do pobre motorista. É claro que deve-se levar em conta, que na situação problemática, o "piloto" é o representante da empresa que o consumidor quer tanto esganar, por tamanha falta de respeito e qualidade. Outra questão é que muitos dos motoristas são irresponsáveis ou maus condutores, mas em vários casos eles se apresentam inocentes e são considerados culpados mesmo assim.

Devido a esta constatação, eu quero iniciar uma campanha moral, para preservar a integridade daqueles que são os responsáveis por nos fazer chegar ao nosso destino. Salvem os motoristas tem o objetivo de impedir a morte, a violência e a deturpação da imagem desses trabalhadores. Com minha ampla experiência de azar dentro de ônibus, eu afirmo que nossos pobres homens são injustamente acusados. Basta! Entre nessa campanha você também.... ou está arriscado a perder o ônibus por falta de motorista.



Escrito por Thaís às 18h48
[] [envie esta mensagem]



O dedo de Murphy

Eu sempre acreditei que tudo não passava de uma mera lenda. Como seres aparentemente racionais poderiam supor, por causa de um físico louco qualquer, que tudo conspira contra você nesse universo??

Até o dia em que fui a vítima da vez... É, Murphy me escolheu para apontar seu dedo e dizer: é ela!

Desde de o carnaval sinto que tudo de pior acontece quando EU estou presente. Se o ônibus quebra, eu estou lá, se fura o pneu do carro, a Thaís está presente.  Se faço algo escondido, em uma hora que nunca ninguém aparece, a última pessoa que esperava chega! Qual o critério que o universo utiliza para escolher aqueles que hão de experimentar a descoberta Murphyana?? Porque seja qual for, eu passei no requisito e sou a  mais nova candidata.

Tenho sobre a cabeça o dedo do físico apontado  e a todo instante sou lembrada, pelo inusitado azar que me acompanha nos últimos dias, como quem diz, não adianta chorar, porque agora é a SUA VEZ...  Até quando??



Escrito por Thaís às 21h26
[] [envie esta mensagem]



Breve desabafo

Hoje acordei bem, o dia foi maravilhoso! Antes de sair de casa, e esquecer da vida mundana por 7 horas, tive um momento forte de ausência, entendida aqui como falta. Dentre todos os espaços que preenchem meu coração, existe um que guarda um amor para alguém a quem não posso mais doá-lo. Eu sinto, simplesmente, e só. Mas, tem certos dias,  em que este sentimento quer explodir, sair de mim, pois o amor sempre quer se mostrar. Então, me deparo com o fato de que o objeto desse amor já não está comigo! Ela partiu.

Daí, o resultado é um momento de angústia, saudade, medo, revolta, tristeza, vazio. Tudo junto! Mas passa, e tudo volta ao normal.

Agora, no fim do dia, lembrando do ocorrido, me pego com aquela série de dúvidas e verdadeas sobre a vida, todos os "por ques" vêm à tona. Lembro que a morte é certa e diante de toda a grandeza do universo que nos cerca (e que apesar de sabermos que está lá, não conseguimos captar a dimensão de seu poder) me sinto um nada. 

Somos muito pouco, e o pior é que na grande parte das vezes, não admitimos isso! Paro e olho ao meu redor, tanta correria, estamos o tempo todo agindo em nome de um futuro que nunca vem. E se não der tempo? Perderemos nossas tão curtas vidas em nome do que pode nem vir a chegar?

Todos estamos correndo o tempo todo, mas como podemos nos fixar no que ainda não aconteceu se nem ao menos conseguimos sentir o presente? A maioria das pessoas, inclusive eu, desaprendeu a amar o agora, já que o tempo que promete satisfação é o futuro. Mas o que não se entendeu ainda é que somos um grande nada diante do que está além desse planeta.

Se eu não sou clara o suficiente quanto ao que quero dizer, darei a voz a um artista que estou aprendendo a apreciar,  e que (ao meu ver) descreveu essa verdade de forma magnífica.

A IDADE DO CÉU
Jorge Drexler
Versão: Moska

Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu

Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol

No jardim do céu
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu

P.S: Meu  Poeta, obrigada por me propocionar conhecer obras como essa!



Escrito por Thaís às 22h48
[] [envie esta mensagem]



Se não sabe fazer, não faz

O novo progarama de assitência do governo à saúde sexual de adoslecentes é distribuir a, vulgarmente chamada, pílula do dia seguinte. Toda mulher que tem acesso à educação e à saúde de qualidade sabe do que se trata, e quais são os seus efeitos colaterais. Acredito que aquelas que irão se utilizar da pílula destribuída desconhecem tais efeitos, mas os que tiveram a idéia não.

Como me encaixo no padrão das que tiveram acesso à informação, preciso demosntrar a minha indignação com a decisão tomada pelo Ministério da Saúde. Estou longe de me aliar às vozes da Igreja Católica, que condena todos os métodos contraceptivos, meus questionamentos são de outra natureza. A pílula do dia seguinte é uma opção de emergência, que deve ser utilizada nos casos mais raros. Trata-se de uma concentração enorme de progesterona, hormônio que impede a ovulação. Ela altera todo o ciclo hormonal do organismo, e produz um estrago bastante incômodo na peridiocidade da mestruação. Além disso, quanto mais for utiliada, menor será sua eficácia.

Dada essa infromações, que não são muito difícieis de se ter acesso (umas obtive no colégio, outras com meu ginecologista e mais algumas apenas lendo artigos de revistas), qual a conclusão que podemos chegar? Que essas meninas, que sequer usam camisinha, vão fazer a festa com a tal pílula! Vão transar sem qualquer proteção PORQUE tem a pílula. O organismo delas vai ficar super debilitado, fora de ordem, com um ciclo inexistente. Menstruação de vinte dias, ou a cada quinze dias, e por aí vai. Sem contar que da quarta ou quinta vez de uso em pouco tempo a eficácia vai ser mínima, e vamos ter gatoras grávidas do mesmo jeito.

Então eu faço a pergunta, tudo isso é para não se dar ao trabalho de distribuir pílulas anti-concepcionais regulares, que têm 99% de eficácia e não causam mal algum? Se esta fosse a opção, é claro que daria um pouco mais de trabalho, pois seria preciso toda uma estrutura de reeducação, onde as meninas precisariam aprender a utilizar as pílulas corretamente durante 28 dias. Mas mesmo assim, as informações dadas não seriam tão difíceis assim. Qualquer mulher acaba aprendendo a lidar com elas.

Eu realmente espero que alguém se conscientize e perceba a gravidadade da situação. Se a primeira vista eu pareço estar fazendo tempestade em copo d'água, não estou. O problema do planejamento familiar precisa ser tratado com respeito, vontade e efetividade. E parece que, no momento, trata-se apenas de demagogia. Mais uma!!



Escrito por Thaís às 14h32
[] [envie esta mensagem]



Caixinha de surpresa

Sempre interpretamos as coisas do modo que vemos. É até muito óbvio dizer isso, como poderia ser diferente?

Sempre vi o comportamento das pessoas de um pespectiva muito particular, a de quem não tem grandes problemas com a comunicação. Com o olhar admirado, é natural que a maioria das pessoas preste atenção àqueles que emitem a energia de aglomerar pessoas, sendo mais direta, os tão famosos populares.

É bem mais fácil conhecer aqueles que se mostram, e saber o que pensam, do que gostam, como reagem a determinado fato. Quando não se é extremamente incomodado com o olhar do outro, a liberdade de agir é muito maior. Falar em público se torna desafiante, e bem mais fácil, pois o temor é natural mas não desconcertante. A palavra não trava, o pensamento flui, pode ser que mais devagar, mas, ainda assim, ele chega com uma velocidade que não causa constrangimentos.

Por tudo isso, o extrovertido se faz conhecer, e os que o conhecem dão muita importância às suas opiniões e interesses.

No lado oposto, está aquele que quase não aparece, quieto como quem não quer ser enxergado, prefere ficar muito longe dos holofotes. Este é o tímido. Ele é o cara que detesta dar muita "trela" para os outros, mas que observa tudo, atentamente, sem perder um único detalhe. Enquanto a maioria do grupo está entretida em suas próprias ações, ou em transmitir seus pensamentos, ele capta tudo o que se passa ao seu redor, mas ninguém imagina...

Justamente por não expor o que pensa, e o que sabe, é desconhecido todo o seu potencial. Sua sabedoria á muitas vezes ignorada, já que não foi divulgada. Só que ela está lá, crescente, se propagando às escuras. Porém, quando aparece, surpreende como ninguém!

Decobrir o universo de pensamentos e conhecimentos de um tímido é um tapa na cara. Talvez, eles não tenham muitas oportunidades de mostrar aquilo que são, mas quando o fazem deixam qualquer um de queixo caído.



Escrito por Thaís às 20h48
[] [envie esta mensagem]



Como anda a vida...

Andei pensando. E confesso que nessas férias deixei um pouco de lado minha intelectualidade. Sabe quando você para tudo e diz: quero paz, o que mais desejo é ser um ser invertebrado e não-pensante? Bem, se sua resposta é não, você, meu caro, é raro. Eu me senti necessitada de dar um tempo, e por isso, me joguei de cara em tudo o que estava rolando na minha vida. Trabalho, namoro, humm, e era só o que me sobrava tempo para fazer.

Quase passado o meu tempo de descanso, retornando a ativa, preciso fazer uma balanço do que foram as minhas férias, e o que desejo realmente para este ano. Sinto que faltaram os tão comuns planos de início de ano na minha mente. E decidi, vou fazê-lo já!!!

Eu perdi metade do meu precioso tempo sendo escravizada por uma loja em um shopping. Tudo bem, a experiência me rendeu alguns trocados no final do mês, minha carteira de trabalho foi carimbada, e aprendi a lidar com a relação patrão-empregado-colegas de trabalho. Se me perguntarem agora se valeu a pena, serei piegas e direi que "tudo vale a pena se a alma não é pequena". Como minha alma é enorme, a resposta é positiva. Mas, acho que poderia ter perdido o meu tempo fazendo coisas melhores (como ficar mais tempo com o meu maior abandonado, como ele mesmo se determina).

Nesse pouco tempo que nos restou, consegui derrubar grandes barreiras nos meus traumas e manias sentimentais. Sinto que evoluí bastante, e quero permanecer nesse ritmo. Por mais que tudo esteja bem na vida, é sempre o lado emocional que mais conta. Essa busca eterna pela realização no amor nos persegue a cada minuto. Mesmo o ser mais descolado quanto a estar ou não acompanhado (no caso eu, nos tempos não muito distantes, mas que parecem ser bem remotos) nunca se sente 100% enquanto se encontra só. O incomôdo lá está, o impedindo de se aquietar. No momento estou amando e feliz, quero permanecer assim o resto da vida, mesmo que o tempo não passe.

 

Indo para os lados da Gávea, minha meta é bem simples: conseguir acordar às 5 da manhã todos os dias. Como uma boa amante da madrugada, precisarei de muita força de vontade. Que o santo dos dorminhocos me ajude!!!! Além disso, tenho que admitir minha imensa satisfação com o estágio que me foi oferecido, e do qual espero tirar bom proveito. O trabalho é muito, e o dinheiro é nenhum, mas para mim o que está valendo é a experiência. Enquanto eu estiver podendo pagar a xerox do CAEL, está ótimo...

 

Para terminar, a meta dos próximos dias é escrever aqui muito além do que a minha vida. Afinal, ninguém merece um diário eletrônico meu né?! Se eu ainda vivesse grandes emoções....



Escrito por Thaís às 19h57
[] [envie esta mensagem]



Conclusões pós-carnaval.....

 

Bem, depois de dias longe do meu computador, e passando por uma certa crise de abstinência, estou de volta.

Hoje é quinta-feira, e até ontem estavámos todos vivendo em função da festa mais popular do país, o carnaval. O que eu sei mesmo, é que aqui no Rio todo mundo quer é fugir da cidade, que gira em torno da sapucaí a partir de domingo...

Eu consegui viajar, e descobri muita coisa nessa semana na região dos lagos. Estou mudando, de verdade. O que apreciava ontem, não aprecio hoje. O que garantia que jamais faria, fiz.

Eu fui dois dias pra folia, e confesso que preferia ter ficado em casa. Aquele povo bebendo, aquelas músicas toscas, eu me vi em um ambiente que não era pra mim! Eu sempre fui aquela que topava tudo com os amigos, até o barzinho da esquina. Se era para ficar longe de casa, então lá ia eu. Só que dessa vez, minha casa e meu namorado eram as coisas que mais queria, cruz credo arredar o pé de casa.

Provei a mim mesma que consigo ficar sete dias grudada na pessoa que amo sem brigar, o que eu achava ser impossível. Deu tudo certo, foi muito bom, e isso é estranho e reconfortante ao mesmo tempo.

Isso significa uma coisa: estou ficando velha!!! A vida de boêmia perdeu parte do encanto. Esse carnaval foi a prova disso.

Só tenho uma coisa a dizer: é, quando diziam que o amor faz milagres, era tudo verdade......

 

 



Escrito por Thaís às 16h52
[] [envie esta mensagem]



Tirando as teias de aranha...

 

Como eu não escrevo nada faz um bom tempo, acho difícil sair algo de útil, mas, e quem precisa de utilidade?

***********************************************************************************

A pergunta que não quer calar: por que fazemos aquilo que estamos cansados de saber ser errado??

É impressionante como a idéia de que a consequência de possíveis erros está tão distante de nós que nos faz crer que nada sofreremos. Mesmo os mais bem informados seres são capazes de cometer falhas tão absurdas, que não podem ter como desculpa a ignorância. Andar sozinha pela mais sinistra rua da cidade, beber até cair e chegar em casa num estado deplorável, transar sem camisinha sem usar contraceptivo algum, consumir contando com um dinherio que você acha que vai ganhar. São inúmeros os casos em que se faz sabendo que se trata de uma "merda", mas mesmo assim nós continuamos a fazer.

O que eu gostaria de saber, é o que nos leva agir assim??? Seria o prazer de, em meio a tensão da suspeita de que "fudeu", nada de ruim acontecer. Ou é aquela velha crença de que o problema chega em todo mundo, menos em mim?

O que eu sei é que a todo instante tem alguém fazendo uma besteira, e as desculpas são sempre as mesmas. Falta de conhecimento, ou melhor, falta de raciocínio, na hora em que se precisa ninguém pensa. Isto me remete a uma outra hipótese:  todo esse discurso de ser racional só se aplica depois da emoção. Uma grande verdade é que muitas vezes só paramos para pensar depois, e somos guiados pela nossa emoção acima de tudo. Então de nada adianta a grande consciência dos nossos atos, se ela só se afirma depois.... Grande vantagem..

E agora, eu que pergunto: você acha que é diferente, que estes fatos nunca aconteceram com você? Pode esperar, porque mais cedo ou mais tarde você vai se ver numa situação dessas. Comigo também era assim... 



Escrito por Thaís às 16h46
[] [envie esta mensagem]



A primeira vez a gente nunca esquece.....

Bem, esse não é o primeiro post que faço na vida; mas acho que o que conta é aonde e o que se escreve. Decidi mudar de casa, primeiro porque o uol possui mais recursos que o meu antigo blog, mas principalmente, porque decidi começar do zero! Mantive o nome, mas não as idéias.... Que eu tenha inspiração e conhecimentos suficientes nesta nova fase!!!

 

Boa sorte para mim mesma!!!

 

 



Escrito por Thaís às 01h22
[] [envie esta mensagem]




[ ver mensagens anteriores ]